Se você adora uma boa comédia romântica, não pode deixar de assistir o novo filme do diretor e produtor de cinema Cláudio Torres, filho dos atores Fernanda Montenegro e Fernando Torres e diretor dos filmes Traição(1999), Redentor(2004) e A Mulher do meu Amigo(2008). Agora com A Mulher Invisível(2009), Torres busca "um filme mais luminoso, com gênero definido e tom mais acessível".
Pedro (Selton Mello) é aquele tipo de sujeito que ainda acredita no casamento. Já Carlos (Vladimir Brichta) definitivamente não acredita na idéia de que um homem possa passar a eternidade ao lado de uma única mulher. Os dois trabalham juntos numa sala de controle de tráfego da Prefeitura, de onde podem bisbilhotar e muito a vida alheia. Como melhores amigos, de alguma forma também controlam a vida um do outro. É assim que, um dia, Carlos passa a se preocupar com o estado depressivo de Pedro, que vê sua vida ruir ao ser abandonado pela mulher, Marina. A crise emocional de Pedro é secretamente testemunhada por Vitória (Maria Manoella), uma vizinha que em breve se tornará viúva e que sempre foi apaixonada platonicamente por ele. Tímida, ela ouve tudo que se passa no apartamento do vizinho através de um buraco na parede. E é assim que escuta Pedro ser abandonado pela mulher e enlouquecer ao saber que ela está grávida de um milionário americano e vai se casar. Quando o desespero toma conta dele, subitamente alguém bate à sua porta. Ele atende e dá de cara com a mulher mais linda do mundo carregando uma xícara vazia. Ela diz que seu nome é Amanda (Luana Piovani), que é a sua nova vizinha e que precisa de açúcar. Voluptuosa e com um jeito inocente, Amanda vai mudar a vida de Pedro, Vitória e até mesmo de Carlos, por uma razão simples: ela é uma mulher invisível! Só os que a desejam conseguem enxergá-la.
O Filme é genial, engraçado e inteligente, com uma linguagem informal e próxima do cotidiano do público. Assim como a atuação de Selton Mello nos momentos em que a atriz Luana Piovani não aparece e ele representa cenas de beijos românticos e melados ao vento. Vários são os momentos em que ele aparece abraçado, dançando e até mesmo agarrando um ser inanimado que ele está vendo, mas ninguém mais consegue enxergar, estas cenas são hilárias. Luana Piovani não surpreendeu, apesar de fazer com classe o papel de "musa", não foge muito do que sempre esperamos dessa atriz em frente a tela, seja ela a telinha de TV ou as telonas de cinema. Destaque para a atuação de Maria Manoella, atriz pouco conhecida, mas com muito talento. Um papel importantíssimo(vizinha) para a construção de todo o enredo em seu primeiro filme, mas que ela tirou de letra e deu conta do recado. Fernanda Torres, irmã do diretor, também empresta ao filme o seu bom humor e atuação fantástica para comédias. Assim como em "Os Normais", ela está presente com as suas loucuras e os palavrões. Vladimir Brichta também foi bem, com seu bigodinho característico, até parecia que estava assistindo o engraçadíssimo Oswaldir, de "Faça Sua História", pela rede Globo.
Enfim, levando em conta esse preconceito que boa parte dos interessados em cinema têm por filmes brasileiros, é um filme que vale a pena assistir e dar boas risadas. Foi o filme mais visto no Brasil pelo segundo final de semana consecutivo e já ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores desde sua estréia, em 5 de junho.

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